Estratégia e Gestão
Será que todos merecem amêndoas?
Um dos maiores desafios que encontramos nas empresas com quem trabalhamos é o saber avaliar e validar o trabalho que cada colaborador faz. Quem se empenhou mais em atingir os objectivos? Quem se esforçou mais? Quais os que mesmo dentro das suas limitações conseguiram resultados extraordinários? E como avaliar aqueles que têm outras actividades indirectamente relacionadas com os resultados, mas que também terão a sua contribuição para o sucesso da empresa? Eu sei o que está a pensar… que no contexto actual não há amêndoas para ninguém! Que estamos em crise, que tomara muitos darem-se felizes pelo emprego que têm, e poderíamos continuar as lamentações por aqui adiante… Mas como gostamos de ver a situação pela positiva, vamos pensar em todos os que nos lançam esse mesmo desafio: como premiar quem trabalha bem e como os distinguir dos outros. Desenhar as funções Antes de saber o que vai avaliar, as funções têm de estar bem definidas e explicadas a todos. Dependendo da dimensão da empresa e do grau de complexidade, todos os departamentos devem estar definidos e, dentro de cada um, o descritivo de cada função e das tarefas que cada colaborador tem. Isto é prática corrente nas grandes empresas com muitos departamentos. Mas se a sua empresa é mais pequena e tem muitos departamentos assentes nas mesmas pessoas, não deixa de ter a necessidade de ordem e de descrição de funções. Por vezes o organigrama funcional é a ferramenta ideal. Cada departamento é uma parte do organigrama e cada função desse departamento está atribuída a alguém. Será um processo mais simples que o de uma grande organização, mas igualmente eficaz, pois o que se pretende é sempre o mesmo: que cada tarefa/função esteja assente em alguém que sabe o que tem a fazer e como. O como o fazer é o passo seguinte.… [ Ler mais… ]
Ler mais →Casa onde não há pão…
Todos ralham e ninguém tem razão! Quem não conhece o ditado? E hoje em dia parece quase uma constante em algumas empresas. As pessoas desmotivadas, aborrecidas, frustradas com o trabalho e com a vida, sempre a falar dos mesmos problemas e sem capacidade de pensar em soluções. E neste ambiente é difícil “mudar o chip” e ver para além das dificuldades. Sentimos isso no dia-a-dia de trabalho com equipas. E não há remédios milagrosos. No entanto, podemos identificar alguns pontos que são denominadores comuns, quer nos problemas, quer nas soluções, e onde actuando em conjunto se pode conseguir resultados notáveis. Quem é o chefe da casa? Um dos pontos-chave que contribui para a coesão ou desagregação de uma equipa é a sua liderança. Quem tem a tarefa de gerir pessoas deve estar preparado para uma outra escuta e empenho em alturas complicadas. Tem de comunicar de forma clara o estado da empresa, tem de estar presente junto da equipa nos momentos difíceis e tem de acreditar que unidos conseguem superar as suas próprias dificuldades. Se é o primeiro a criar o problema, a desistir ou a adoptar um comportamento mais desanimador, não irá conseguir envolver a equipa nem conquistá-la. Não há pão Mas por pão entendemos o quê? Falamos de liquidez de negócio, resultados comerciais, budget para realizar acções de marketing ou outros investimentos, salários ou prémios elevados, uma nova frota de viaturas? Provavelmente cada um destes itens deve ser visto em separado, sendo que, como dissemos antes, em todos eles o papel do líder será fundamental. Deixando a liquidez e lucro dos negócios para o final, abordamos os resultados comerciais. Muitas equipas de comerciais sentem-se frustradas pois não conseguem atingir a performance de antes, porque os colegas são dispensados, porque sentem o mercado a contrair e cada vez é menor o alento com que saem à rua.… [ Ler mais… ]
Ler mais →Não dá para melhorar?
Será que vale a pena pensarmos nisso? Será que a melhoria continua numa altura em que tudo é um esforço acrescido vale a pena? E como convenço a minha equipa a aderir a esta melhoria contínua? Muitas equipas com que trabalhamos em projectos de business coaching, e outras com que nos deparamos, pensam por vezes dessa maneira. Quando estamos preocupados em conquistar clientes novos, em manter os existentes, em conseguir dar vazão a tudo o que nos é solicitado, e em motivar e envolver a equipa neste processo, toda a dinâmica relacionada com melhoria contínua, qualidade ou eficácia, parece secundária e pouco crítica ou fundamental para o futuro. O desafio é então utilizar esta forma de pensar nas reuniões de equipa. Uma abordagem mais prática do que se pensa, mas acima de tudo focada. E por estarmos em tempos mais difíceis, por vezes a melhor estratégia é de facto parar um pouco e pensar no que pode fazer a diferença no negócio, no que é acessório, onde podemos melhorar e como. Questionar tudo Porque é que muitos têm a ideia de que se fazemos as coisas de uma determinada maneira não há espaço para alterar? Lá porque muitos processos seguem determinados caminhos, não significa que estamos a utilizar os melhores métodos para completar cada tarefa. Questionar torna-se importante, pois muitas equipas insistem em manter os procedimentos com receio de que se alterarem podem piorar os resultados, e pelo menos esta zona de conforto é já conhecida de todos. Procure soluções Se questionarem os processos vão também pensar em como o podemos fazer. E é esse o focus: nas soluções e não nos problemas. Não queremos saber o porquê de ter de ser feito, mas sim como pode ser feito. E sem desculpas! Não pare nunca de melhorar, porque nunca nada está a 100%.… [ Ler mais… ]
Ler mais →Body Combat ou Pilates?
E não estamos apenas a falar em exercício físico, mas a falar de como podemos trabalhar com as equipas nas empresas para que o melhor delas seja conseguido. Todos sabemos que estas duas modalidades têm grandes diferenças. Mas nas empresas por vezes é necessário colocar a equipa em modo Combat e por vezes o Pilates é o método mais eficaz de trabalhar com ela. O grande desafio é perceber quando temos de colocar a nossa equipa a praticar um desporto ou outro. Body Combat Para todos os aficionados neste desporto, ele combina destreza física, música de alto impacto, um conjunto de movimentos sincronizados e uma libertação de energia enorme. É um momento fantástico para libertar o stress e tensão acumulados, enquanto melhora a capacidade física, acompanhada por uma tremenda sensação de bem-estar, sem ser extenuante. Mas o que tem o Body Combat a ver com as empresas e as equipas? São muitas as ocasiões em que a sua equipa tem de praticar um pouco de Combat e todos os líderes devem procurar estes momentos. – O esforço adicional é muitas vezes necessário. Há ocasiões em que precisamos que as equipas dêem tudo por tudo, não em termos físicos, mas em termos de empenho, devoção, entusiasmo e trabalho. Não que com esse esforço se pretenda o desgaste das pessoas, mas acima de tudo o entusiasmo em dar o melhor de cada um;
Ler mais →Já apertou a sua equipa hoje?
Pode ser considerada violência se apertarmos demais a nossa equipa? Ainda esta semana me disseram que quando “apertavam” algumas pessoas na equipa, os resultados apareciam e voltavam-se a cumprir os procedimentos. Entendemos que quando se aviva a memória dos colaboradores, quando se insiste para fazer algo, quando se espevita a motivação e o foco no resultado, os resultados aparecem ou são francamente melhores. Mas o estar constantemente a apertar a sua equipa pode causar efeitos secundários e estes poderão não ajudar em nada a sua empresa a longo prazo. Um dos grandes desafios na liderança é saber quando, como e com que intensidade se podem pressionar os colaboradores. Nem todos reagem do mesmo modo a uma pressão e o ideal é descobrir o ponto de equilíbrio. Quando lidamos com equipas, procuramos conhecer o modo como todas as pessoas reagem à pressão, ao stress, à exigência e às necessidades de ter resultados para saber como será a melhor maneira de exercer a pressão. Pressão a menos Poderá ser aparentemente mais simples, mas não é de todo o mais eficaz. Sem alguma pressão poderá fazer com que toda a sua equipa perca o entusiasmo que tem e se acomode aos resultados que tem vindo a apresentar.
Ler mais →Também está com um feeling?
Ao escrever este artigo antes do jogo da nossa selecção com a equipa espanhola, não deixo de me questionar sobre os “feelings” que jogadores, treinador e milhares de portugueses estão a ter. E o mais engraçado é que aposto que outros tantos milhões de espanhóis estão a ter um feeling semelhante. No fundo, será um confronto de intuições a que se vai assistir esta noite? É interessante estar a falar nestes feelings em termos de vitórias num jogo de futebol e a pensar ao mesmo tempo na quantidade de empresas com quem trabalhamos e nos feelings que sabemos existir. Quantas vezes decidimos por intuição nas empresas? E até que ponto a nossa intuição resulta ou não? Os estudiosos do cérebro humano e do modo como é processada a informação garantem que a intuição existe de facto. No fundo, todos os estímulos que recebemos, cerca de 1 a 2 milhões por minuto, não são processados pelo nosso cérebro, sob o risco de o sobrecarregar e “fundir”. Mas de algum modo ficam retidos “para mais tarde recordar”. E depois, quando necessitamos, o nosso cérebro volta a aceder a essa informação, procurando um conjunto de padrões já predefinidos, um conjunto de estímulos sobre os quais recai a nossa atenção e aí sentimos que sabemos o que vai acontecer. Assim sendo, o tal feeling, ou aquela sensação à boca do estômago, não é mais do que um screening da base de dados que nos aponta que algo pode ou não correr bem face a um determinado número de condições que estamos a observar. E então actuamos apoiados nessa sensação… ou não.
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