Vendas, Negociação e Liderança
396 artigos sobre técnicas de vendas, negociação, liderança e coaching comercial por José de Almeida.

Sabe como aproveitar a retoma económica e liderar a sua equipa rumo à saída da crise?
Como aproveitar a retoma económica e liderar a sua equipa rumo à saída da crise? Depois de vários anos muito difíceis, parece que finalmente Portugal dá início a uma época de retoma. Muito se tem falado sobre este tema, basta ligar a televisão e qualquer canal de notícias tem especiais de informação à volta deste assunto. Com maior ou menor abertura, o que é certo é que os sinais estão aí. Dependendo da cor política em causa, a palavra retoma poderá ser dita com maior ou menor força, mas o que é certo é que esta palavra vai ser nos próximos tempos uma referência incontornável das conversas nas nossas empresas e nas nossas vidas. Numa empresa a saída da crise faz-se com dois vectores essenciais. Primeiro, com uma liderança forte que acredita que é possível. Costumamos chamar a isto a luz ao fundo do túnel. É como atravessar um túnel da Europa, ou mesmo da Madeira, que demora mais de 15 a 20 minutos. Enquanto a luz ao fundo não aparece, sentimo-nos angustiados. Quando o pequeno ponto branco aparece e vai crescendo conforme nos vamos aproximando, há uma sensação de alívio, algo como “Uffff, já se vê luz.” O que se passa nas nossas empresas é precisamente isto. Durante muito tempo, as pessoas deixaram de ver a luz ao fundo do túnel, inclusive muitos dos seus líderes passaram pelo mesmo e quando deram conta já ninguém acreditava que algum dia esse pequeno ponto de luz iria chegar. Costumo perguntar muitas vezes aos líderes com quem trabalho em processos de executive coaching: “Se você não acredita, porque é que as suas pessoas irão acreditar?” Nesta fase em que a retoma é apenas ainda uma visão, os líderes devem ter especial atenção, de forma a serem congruentes. Muitas vezes à frente da nossa equipa dizemos uma coisa, mas depois nos corredores ou com alguns deles com quem temos maior ligação dizemos e fazemos outra.… [ Ler mais… ]
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Ainda à espera… que o cliente lhe responda?
Veja se isto que lhe vou descrever faz eco dentro de si quando envia uma proposta. Enviamos uma proposta e normalmente após um ou dois dias fazemos o primeiro seguimento telefónico ou por e-mail para saber se a proposta chegou bem, se necessitam de mais alguma coisa, etc. Ao que o nosso cliente nos diz: “Sim, já passei aos meus colegas e iremos analisar em breve.” Deixamos passar uma semana e fazemos o segundo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos a analisar, estamos a decidir.” Decidimos deixar passar duas semanas e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos a analisar, estamos a decidir, está na Administração.” Para não chatear, decidimos deixar passar mais um mês e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos a analisar, estamos a decidir, a Administração neste momento está fora.” Como já são tantos seguimentos, decidimos deixar passar mais um mês e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos ainda a analisar.” Bem, aqui decidimos deixar passar dois meses e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Já decidimos, adjudicámos a proposta à Vossa concorrência!” A maioria dos comerciais que passa pela nossa formação ri-se e acena que sim com a cabeça, pois numa ou noutra altura da nossa carreira comercial já nos deparámos com esta situação. Se formos sinceros e olharmos para o que aconteceu, muitas vezes a partir do 2º ou 3º seguimento já não temos lata para continuar a insistir e muitas vezes o nosso cliente diz-nos com um ar enfadado ou até mesmo aborrecido: “Já lhe disse por duas vezes que estamos a decidir…” E muitas vezes aqui acabamos por beliscar a oportunidade comercial por imprimirmos pressão a mais ao processo. O que em muitos casos pode dar uma indicação errada de falta de negócio e pode até mesmo, como vamos ver na secção da negociação, fragilizar a nossa posição negocial na venda.… [ Ler mais… ]
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Já fez prospecção hoje?
Ao fim e ao cabo, o que é realmente “prospecção”? Se quiser a minha definição de prospecção, trata-se de toda e qualquer estratégia que permita pôr o comercial em contacto com o seu cliente, ou seja o primeiro passo para arranjar clientes. Tradicionalmente pensamos em prospecção como sendo apenas telefonemas ou e-mails, mas na prática existem muito mais formas de o fazer, como iremos ver de seguida. Uma das coisas que é crítico perceber em relação à prospecção é que a maioria dos comerciais ou das empresas utiliza apenas 2 a 3 portas de entrada. Nos dias que correm, e com o aumento da pressão nos comerciais para fazerem prospecção, os canais tradicionais têm vindo a ficar cada vez mais saturados. Este facto tem feito com que as abordagens que as empresas utilizam tradicionalmente tenham vindo a ser menos e menos eficazes com o passar do tempo. Por isso é tão importante que a empresa ou o comercial tenha em atenção que “não deve colocar os seus ovos todos no mesmo cesto”. É fundamental estarmos constantemente a experimentar novas abordagens de prospecção ao mercado, novas estratégias, e, acima de tudo, estarmos com os olhos muito abertos em relação ao que se está a fazer no mercado, para imitar e se possível fazer muito melhor. Existem várias estratégias e portas de entradas, algumas poderão ser utilizadas por si directamente, outras irão necessitar do apoio da empresa, devido ao envolvimento do departamento de marketing ou de quem cuida da estratégia de Internet da empresa. Falemos hoje do TELEFONE, E-MAIL, CARTA. O telefone, e-mail e carta são as ferramentas mais tradicionais da prospecção. Cada uma delas apresenta vantagens e inconvenientes, consoante o sector de actividade ou a sua forma de actuar comercialmente. Não existe portanto um padrão que aqui possamos apresentar e que permita definir qual a ferramenta mais indicada para o seu caso.… [ Ler mais… ]
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Os clientes fogem de si?
Então acho que está na altura de melhorar a sua forma e fazer prospeção de novos clientes.No que diz respeito à prospeção, que deve ocorrer com periodicidade semanal, o êxito da mesma depende em grande medida da abordagem que Você faz. Em artigos futuros irei focar-me em alguns dos fatores que fazem com que a prospeção tenha maior ou menor sucesso.Por agora vou analisar como preparar uma lista de potenciais clientes semanal para a realização da prospeção. Se me perguntarem qual o maior erro que encontro na prospeção quando faço coaching comercial de equipas de vendas, o mesmo passa essencialmente por duas questões principais. A primeira é falta de sistematização e calendarização do processo de prospeção. Ou seja, a prospeção é feita de forma não sistemática, ocorrendo muitas vezes quando sobra algum tempo livre, o que é raro, ou quando o comercial leva um apertão da sua chefia porque o seu pipeline está fraco em termos de oportunidades de negócio. A segunda é a falta de preparação da abordagem no processo de prospeção. Ou seja, aquilo a que habitualmente chamo em tom de brincadeira a abordagem:“Olá, cá estou eu o Brise Contínuo…” Muitos comerciais pegam numa qualquer lista de potenciais clientes e começam a ligar com uma abordagem do género:“Boa tarde, o meu nome é X e estou a ligar da empresa Y. Não se preocupe, não é para lhes vender nada, é apenas para agendar uma reunião, para Vos conhecer e ver se podemos trabalhar em parceria.” Como é óbvio, esta abordagem na maior parte dos casos já não é eficaz e na minha opinião já não faz sentido há muitos anos. Mas por vezes ainda continuo a observar que acontece no terreno. Há cerca de dez anos, por incrível que pareça, funcionava, mas aí a pressão para os comerciais fazerem prospeção era muito menor.… [ Ler mais… ]
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Mas como assim… todos ganham?
Penso que hoje em dia nada é mais falado que as situações win-win na parte comercial e na negociação, quer numa fase inicial, onde se procuram parceiros e não clientes, quer posteriormente numa fase avançada de negociação, para fechar o negócio. Trabalhar em verdadeira parceria pressupõe que todos ganham, que nenhuma das partes envolvidas é lesada e que ambas alcançam verdadeiramente o fim a que se propõem, quem compra e quem vende. Mas existirão verdadeiras relações win-win? As que depois do contrato assinado significam entusiamo e a noção de ganho para ambas as partes? Pela nossa experiência de terreno, o factor preço tem sido de facto analisado com crescente rigor e sim, revela-se que o seu peso na decisão final é de facto muito grande. Mas não é o único factor de decisão, e nesta fase estou a colocar de lado certo tipo de transacções comerciais em que é 99% do factor de decisão. Mas ainda temos margem para negociar e envolver os nossos clientes/parceiros num projecto de futuro interessante. Para tal, precisamos de contar com um conjunto de factores importantes, válidos para quem lida com produtos ou serviços. Proposta de Valor Mais do que preço, gostamos de abordar uma proposta de valor. Para abordar este valor que os nossos produtos/serviços têm, temos de abranger outras variáveis e construir dessa forma um Mapa Negocial. Neste mapa colocamos todos os factores que podem contribuir para o valor do nosso produto ou serviço, tais como assistência técnica ou pós-venda, garantias, segurança, fiabilidade, confiança na empresa/equipa que está por trás, actualizações, acompanhamento, formação, descontos ou rappel, fidelização e outros produtos/serviços acoplados, só para referir alguns. Muitos comerciais encaram a negociação como a altura no processo comercial em que começam a fazer algum desconto ou promoção. Se não capitalizarem todas estas variáveis, não será o cliente a fazê-lo.… [ Ler mais… ]
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Novo ano mas a mesma vida?
Ainda vamos a tempo de fazer votos de Bom Ano a quem se cruza connosco na rua. E, à semelhança de em anos anteriores, aposto que a grande maioria fez as suas resoluções de novo ano. É toda uma página em branco por escrever, de 12 meses recheados de acontecimentos, surpresas que podem ser boas ou menos simpáticas, ideias para colocar em prática, sucessos e insucessos, e muitas outras coisas. E neste início do ano parece que toda a envolvência do Natal e do Fim de Ano carregam as baterias da energia e sentimo-nos mais corajosos e prontos para enfrentar o futuro. Para certas empresas é como se um novo ciclo começasse, novos lançamentos, novas propostas, novos projectos e clientes. Muitos deles começaram a ser trabalhados no ano anterior e depois de uma boa sementeira vem a colheita. Mas voltando às resoluções do novo ano, quantas são iguais ou parecidas com as do ano anterior? E anterior a esse? Claro que algumas serão de manter. As que nos fazem bem física e psicologicamente, e as que envolvem o negócio de uma forma positiva. Mas muitas delas são resoluções que “passaram ao lado” o ano anterior e que pela sua importância achamos que devem figurar na nova listagem! E muitas são resultado de ideias que não foram colocadas em prática, de receios que falaram mais forte que a vontade de arriscar. E como fazer para 2014 ser um pouco diferente? Em primeiro lugar tem de pensar por que razão certas resoluções teimam em manter-se na lista e o que as faz lá ficar. Principalmente as tais que custam um pouco mais e quais as razões que as prendem. É posição de conforto? É que sair dessa posição pode ser doloroso, mas compensador. Procrastinar Conhece aquela sensação de querer fazer mas não apetecer muito?… [ Ler mais… ]
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