Vendas e Negociação

Plano de desenvolvimento comercial, o que é isso?
Liderança e Coaching·6 Mar 2026·4 min. de leitura

Plano de desenvolvimento comercial, o que é isso?

Os seus vendedores têm um plano de desenvolvimento comercial? Não? Então como é que quer que eles evoluam? Nos dias que correm não é suficiente esperar que os profissionais da área comercial per si estabeleçam metas e objectivos de desenvolvimento e aprendizagem. Conheço poucos comerciais que o fazem e, verdade seja dita, são normalmente as estrelas da companhia. Se por norma em 90% das empresas com quem tenho trabalhado os comerciais não tomam essa iniciativa, as chefias e direcções comerciais deveriam fazê-lo por eles. Nas empresas com quem trabalhamos temos tido o cuidado de endereçar esta questão, normalmente ao abrigo dos planos de avaliação da carreira comercial. Não basta avaliar um comercial, dizer-lhe o que fez de bem e o que fez de mal durante o ano e esperar que ele, por si próprio, tome a iniciativa de criar um plano para melhorar as suas capacidades e instrumentos pessoais de trabalho. Nestas situações cabe à chefia directa comercial o papel de realizar este trabalho em conjunto com o comercial. O ideal é que exista uma grelha clara de análise, pela qual o comercial possa ser avaliado nos diferentes aspectos da sua actuação comercial. Nos projectos que temos realizado raramente conseguimos passar uma grelha de avaliação de uma empresa para a outra. Os ciclos comerciais não são iguais, a forma de vender os produtos e serviços não é igual e, acima de tudo, as necessidades em termos de conhecimentos que o comercial tem de ter e as suas características pessoais não são certamente iguais. Mas poderão pensar: “vender não é sempre vender”? Sim, mas a forma como se vende e gere o ciclo comercial é muito diferente de empresa para empresa, de negócio para negócio e até mesmo de comercial em comercial. Por isso somos acérrimos defensores de que estes planos sejam criados de raiz para a empresa, de modo a que se adeqúem de uma forma mais eficiente na componente de avaliação de cada comercial.… [ Ler mais… ]

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Estratégia e Gestão·6 Mar 2026·4 min. de leitura

Os líderes nascem ou são feitos?

Uma das coisas que habitualmente me perguntam quando falo publicamente sobre liderança é precisamente: “Afinal de contas, os líderes nascem ou são feitos?” Eu costumo dizer, em tom de brincadeira, que todos os líderes que conheci até hoje nasceram! Aliás, não conheço nenhum que tenha vindo a este mundo sem nascer primeiro. Ao que as pessoas normalmente respondem com um sorriso. A questão que normalmente impera e que de certa forma limita a capacidade de liderança das pessoas à nossa volta é precisamente esta. Na nossa experiência de trabalho com um número bastante elevado de empresas em Portugal, mesmo que o líder tenha capacidades inatas de liderança, só o vai ser verdadeiramente quando se convencer de que a liderança também se aprende e melhora em função do investimento que fazemos nela. Um dos casos que temos frequentemente em Portugal, e não só, é a situação das chefias ou direcções comerciais. Muitos de nós (eu próprio passei por isso) fomos promovidos à função de liderança em determinada altura do campeonato, mas essa promoção não veio acompanhada da tão necessária formação. Não sendo um bicho de sete cabeças, a liderança é algo que se aprende. Cair faz parte do processo, não se aprende tudo nos livros, nem nos cursos, muitas vezes é necessário, de facto, errar, cair e voltarmo-nos a levantar para que as nossas capacidades de liderança evoluam e melhorem. No caso da liderança comercial, não existia até há pouco tempo nenhum currículo especializado de formação que colmatasse esta lacuna.

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Quando é que 2 e 2 não são 4 numa venda?
Vendas e Negociação·6 Mar 2026·4 min. de leitura

Quando é que 2 e 2 não são 4 numa venda?

Muitas vezes os processos de venda não são lineares. Pensamos que se tivermos o melhor preço, o melhor produto ou serviço, a melhor qualidade, etc., ganharemos a venda. Será que é sempre assim? Muitos factores que contribuem para uma venda estão escondidos da vista do comercial. Nem sempre a decisão se processa de uma forma linear. Existem sempre sistemas de poder escondidos dentro da organização do cliente. Estes sistemas não nos permitem, por vezes, determinar qual o melhor caminho dentro da empresa do nosso cliente para chegar ao fecho. No entanto, existem factores que podem ajudar a contribuir para nos orientar nestas situações. Já ouviu falar da sua “intuição”? Tenho a certeza que já! A questão que se coloca é: como é que a podemos utilizar para determinar o melhor caminho a seguir numa venda ou para ter mais informação? Muitas das vezes o nosso cérebro capta mais informação a nível subconsciente do que a nível consciente. Basta lembrar-se do processo de empatia com o cliente. Com alguns estabelecemos relações que parece que já duram há anos. Com outros, só de entrarmos no gabinete, temos logo a impressão de que não nos vamos dar bem com eles ou que vão ser clientes muito difíceis de trabalhar. Ora, porque é que isto acontece, se a nossa actuação com cada um deles é igual? Isso seria matéria para um artigo só por si, ou, se preferir, para vir fazer a nossa formação de vendas onde explicamos este processo. Vamos focar-nos novamente na questão da intuição. Vários estudos realizados em universidades internacionais revelam que decisões tomadas por intuição são muitas vezes tão certeiras como as baseadas na lógica. A questão que se coloca é: como é que posso usar a minha intuição de uma forma consciente no processo da venda? O processo que se segue permite fazer isso de uma forma muito simples.… [ Ler mais… ]

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Saber fechar a venda, interessa-lhe?
Vendas e Negociação·6 Mar 2026·7 min. de leitura

Saber fechar a venda, interessa-lhe?

Se pensarmos em técnicas de fecho, existem literalmente milhares de estratégias e tácticas de fecho. A questão que me cumpre colocar é: “Será que ainda funcionam nos dias de hoje?” No meu entender, a não ser que seja em ambientes de venda muito simples e tradicionais, na maioria dos casos estas técnicas prejudicam mais do que ajudam. Nenhum cliente gosta de sentir que foi “conduzido” a um determinado fecho por uma estratégia mais ou menos ardilosa. Existe algo na venda que se chama remorso. E se após o fecho o cliente terminar o negócio com aquele “amargo” na boca, o mais provável é que anule a venda ou, pior do que isso, nunca mais vos compre nada no futuro. Decidi separar este tema em duas partes: as técnicas de fecho mais simples que usamos no dia-a-dia, que fazem parte do meu portfólio de ferramentas de fecho e que, na maior parte dos casos, são inócuas, e as tácticas de negociação e fecho, que já são estratégias mais complexas que muitas das vezes apresentam um alto grau de risco se não forem utilizadas correctamente. Estas serão alvo de artigos futuros. Embora não se reveja em muitas delas como comercial e não faça tenções de as vir a usar no futuro, convém saber como é que funcionam para o caso de algum comprador experiente as usar contra si, e, mais do que tudo, para saber como reagir. Acima de tudo, lembre-se que nenhuma destas estratégias ou tácticas é mágica, nem funciona em todas as situações. Se a venda tiver sido bem conduzida, muitas vezes a fase final é das mais simples. Falemos então de algumas das mais simples. Padrão de concordância Uma das que mais utilizo no dia-a-dia como comercial é aquilo que tecnicamente se chama “padrão de concordância”. Trata-se de procurar que o cliente diga que sim várias vezes em sequência.… [ Ler mais… ]

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Sabe salvar uma venda perdida?
Vendas e Negociação·6 Mar 2026·4 min. de leitura

Sabe salvar uma venda perdida?

No domínio de como fechar a venda existe um tema que é recorrente nas nossas formações. Se é possível salvar uma venda perdida. Existe uma técnica bastante eficaz que nos permite voltar a nosso favor uma venda perdida. Muitas das vezes quando pressionamos o cliente para o fecho, o cliente ainda não está certo se vai comprar ou não. Mas como não tem coragem para dizer que não na nossa cara, volta-se para nós e muitas vezes diz-nos: “Precisamos de pensar um pouco mais sobre isto!” O que na realidade nos está a dizer é que não vai comprar. Sabemos da nossa experiência que a maior parte das vezes isto não acontece. É somente uma forma airosa de nos dizer adeus. Na maior parte das vezes as pessoas até estão preparadas para comprar. Existe sempre uma probabilidade de 50% de que o cliente esteja de facto preparado para comprar. Muitos deles necessitam somente de um empurrãozinho. Uma decisão de compra é normalmente um processo traumático para o cliente. Quem é que nunca se arrependeu de algo que tenha comprado? Normalmente durante o processo de decisão, o cliente tem tendência a estar tenso e muitas das vezes pouco à vontade com a decisão que terá de tomar. Podem até estar à beira de dizer que sim, mas se nos contentarmos com a resposta que nos dão de “Vou ter de pensar”, provavelmente nunca mais teremos aquele cliente à nossa frente outra vez. Como dar a volta a isto? Pensem comigo, nesta fase já não temos muito a perder! Por isso podemos utilizar a técnica de último recurso que funciona assim: 1. Concordem com o cliente e estejam preparados Quando o cliente diz “preciso de pensar”, concorde com ele. “Tem toda a razão Sr. Cliente, é de facto uma decisão muito importante e que não deve ser apressada.”… [ Ler mais… ]

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Numa venda, qual é a primeira impressão que causa?
Vendas e Negociação·6 Mar 2026·4 min. de leitura

Numa venda, qual é a primeira impressão que causa?

Já ouviu dizer: “Só temos uma 1ª oportunidade para causar uma boa 1ª impressão? Com certeza que sim. Para mim é das coisas mais verdadeiras que existem no domínio da venda. Cada vez mais, o ritmo a que os negócios se movem é brutal. O tempo que antes tínhamos para estabelecer relação com o cliente, conversar, criar empatia, etc., há muito que já lá vai. Hoje em dia, os decisores não têm tempo para nada. Querem ir direitos ao assunto e maximizar o “precioso” tempo que nos estão a dispensar, de forma lucrativa. Quando me perguntam, como criar um boa primeira impressão normalmente apresento-lhes um conjunto de 3 passos, que não esgotando o assunto, permitem causar uma boa primeira impressão na maioria das situações. 1º – Preparar a reunião Se o seu tempo é preciso, o do seu Cliente também. Imagine a seguinte situação. A sua empresa investiu uma pipa de massa num site na internet onde tem toda a informação do que faz, quem, são, como funcionam etc… E num dado dia tem uma reunião com um comercial, que, chega a horas, bem apresentado, até é simpático, sorri no primeiro contacto e o olha nos olhos, demonstrando confiança. O primeiro passo está dado e o comercial até consegue estabelecer uma ponte para o que começa a parecer um processo de venda com pernas para andar. Agora imagine que o comercial deixa cair esta bomba: “Sr. Cliente, permita-me algumas questões, o que é que a sua empresa faz?” Não dá vontade de o mandar dar uma curva? Então tivemos tanto trabalho a preparar o site, está lá a informação toda, o nosso tempo é tão precioso e o comercial nem sequer se deu ao trabalho de lá ir dar uma espreitadela? Consegue rever-se nesta situação? Por incrível que pareça acontece imenso.… [ Ler mais… ]

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